domingo, 29 de maio de 2011

Verdades...são sempre melhores e pronto!

Verdades são mesmo para serem ditas e ouvidas.
Dependendo de que época da vida que são ditas ou ouvidas, as verdades podem doer. Mas às vezes, nem doem mais, mas precisam ser ditas ou sabidas. Nem que sejam apenas para constar, completar ciclos de vida, ou apenas para encher baús de velharias.
Verdade são sempre melhores que mentiras, por mais que doam. Sei que às vezes não falamos algumas verdades para quem amamos ou respeitamos, para não causar sofrimento. Mas esquecemos que, mentiras causam muito mais dor do que mil verdades, pois se acumulam, se somam, e se multiplicam.
Já causei dor a pessoas que gostava demais com verdades doloridas, mas não me perdoaria pela dor que ela sentiria de ouvir e viver tantas mentiras, por eu não ter coragem de falar.
Como gostaria de ter ouvido verdades que machucassem!!!!! Teriam doído, sim teriam. Mas teriam me poupado de dores maiores.
Não culpo e nem tenho mágoa, daqueles que me pouparam de muitas verdades da vida, apenas queria ter tido a oportunidade de ouvir, e eu mesma decidir se queria viver de verdades doloridas ou de mentiras gostosas.
Mas verdades ... são sempre melhores e pronto!!!!
Kátia Martins
29/05/2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

Verdade dói

Cada vez mais descubro que não conhecemos mesmo as pessoas com quem convivemos!

Não sei se tais pessoas agem assim por desvio de conduta, falta de caráter, picaretagem ou simplesmente por serem más mesmo. Pessoas que vivem de passar para todos com quem convive uma "estampa" de legal, gente boa, espirituosa, bom caráter, honesta, confiável e respeitável.

O certo é que quando se descobre que toda convivência que se teve com tal pessoa, que você tinha em tão alta conta, respeitava, amava, acima de tudo confiava e respeitava, era apenas um monte de mentiras, falsidades, hipocresias, te causa ao mesmo uma dor muito grande, um vazio de sentimentos e uma revolta muito grande por ter sido enganada por tanto tempo!

Quando é mesmo que as pessoas começarão a mostrar verdadeiramente quem são? Quando começarão a não fazer "tipo" para conquistar e depois enganar, mentir?

Nunca senti revolta maior que a que sinto agora! Não é só por descobrir-me traída, enganada, e sim por descobrir como fui tola, crédula!

O que me conforta que não preciso mais conviver com tal pessoa, tão má, tão nociva a minha vida. O que me causa agora um alívio, uma felicidade mesmo. Ainda acredito que assim como existem "tais" pessoas, existem também pessoas de bom caráter, de sentimentos verdadeiros, honestas e confiáveis no mundo.

A verdade dói sim! Mas nada que depois não se supere!

Tenho aqui que agradecer a Deus e a várias pessoas que estiveram ao meu lado e me ajudaram a superar tudo pelo que passei. Obrigada!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Continuação de Criança fala cada coisa mesmo!

Estávamos eu e Marianinha no carro indo para praia, ouvindo música e cantando bem alto, quando ela soltou uma de suas preciosas frases de efeito.
- Queria ter nascido era num lugar que tem neve!
Não me contive e perguntei por quê. E qual não foi minha surpresa quando ela disparou a resposta:
- Pois gostaria de andar sempre de casaco e botas. Gosto mesmo é de frio.
E emendou logo outra “pérola”:
- Podia pelo menos ter nascido num lugar que tem praia né?

COMPROMISSO NÃO É OBRIGAÇÃO,É UMA ESCOLHA BASEADA EM VALORES

* Não resisti em postar o texto abaixo, parece que está falando da minha vida!
Aquele que estabelece um compromisso afetivo toma para si um acordo feito com o outro porque tem por principio honrá-lo, não por se sentir obrigado a fazê-lo. Mas às vezes a escolha do compromisso assumido é orientado por valores e princípios conflitantes. Se os parceiros não conseguem superar isso de forma satisfatória para ambos, pode ser o fim da relação.

Ouvi recentemente alguns rapazes conversando sobre compromissos afetivos. Um deles dizia que a namorada o acusava de ser incapaz de assumi-los. O outro foi enfático no conselho: “Olha, assuma qualquer coisa, menos compromisso. Quem cobra compromisso quer ver a gente perder a liberdade e se encher de obrigações”. O exemplo serve para uma reflexão sobre o modo como se interpreta hoje o “assumir compromissos”. Assumir não é uma ação imposta por outro. Quem assume toma para si, é agente da ação. Ao assumir o que quer que seja se faz uma escolha, age-se por opção. E compromisso? O senso comum entende que também é sinônimo de obrigação. Mas o que caracteriza compromisso é a atitude de agir de acordo com os próprios valores e princípios. Pessoa de compromisso é aquela que cumpre o que promete porque por principio só promete o que pode cumprir. Em resumo, assumir compromisso afetivo é tomar para si um acordo feito com o outro porque tem principio honrá-lo, não porque está obrigado a fazê-lo. Infelizmente, é difícil ter plena consciência dos princípios e dos valores recebidos pela educação.
            Por serem transmitidos pela educação e pela cultura, é comum que algumas vezes tenhamos nossas escolhas orientadas por valores e princípios conflitantes. É o que ocorre no caso do rapaz que namora a moça e, embora apaixonado, não quer se casar. Após algum tempo, sente-se pressionado, a família dela espera que ele “assuma o compromisso”. Ele resiste o quanto pode mas, então, mais por culpa do que por convicção, propõe casamento. Para ele isso é “assumir compromisso afetivo”. Meses depois decide separar-se. Age igualmente sem convicção, porque ainda gosta da moça, mas se sente sufocado e se arrepende de ter se casado.
            Casos como esse, em que aparentemente nos sentimos empurrados a agir em desacordo com o que pensamos ser nossa vontade, são comuns e servem para cristalizar a idéia de que compromissos são obrigações. Uma análise mais apurada revelaria que esse moço tem valores conflitantes, portanto vontades conflitantes. Por um lado, herdou princípios tradicionais, para ele as expectativas da moça e da família são razoáveis e válidas. Também sente paixão pela moça e deseja viver ao seu lado. Isso faz com que em alguns momentos casar pareça ótima idéia.
            Por outro lado, o moço criou-se numa época em que homens e mulheres são independentes, escolhem viver como e com que desejam, sem a necessidade de um contrato formal como o casamento e sem que a família tenha de se envolver no assunto.
            Por viver numa sociedade individualista, ele pode ter desenvolvido princípios egoístas e aprendido a valorizar liberdade e independência acima das relações afetivas. Por isso, ao se casar não consegue construir com a esposa um relacionamento que preserve o espaço para a autonomia e a individualidade de ambos, o que seria possível caso se comprometessem a isso.
            De um modo ou de outro, o rapaz de nosso exemplo sempre verá compromissos afetivos como obrigações impostas pelos outros e será visto como alguém incapaz de assumi-los.

Rosa Avello, psicoterapeuta

Criança fala cada coisa mesmo!

Lendo ontem o texto "Criança diz cada uma" no blog da Ana Cristina, lembrei de uma história da Marianinha que é inesquecivel.

Ela chegou para mim próximo ao aniversário dela, a uns 6 anos atrás, e falou que queria dizer o que queria de aniversário.

- Queria ganhar um gatinho de presente de aniversário!

Fui explicar a ela que era impossivel, pois não poderia cria-lo em apartamento, onde as regras não permitem.

Ela então me deu a solução:

- A gente cria ele no estacionamento, ele pode dormir em cima ou embaixo do carro, levo comidinha pra ele todo dia, e vou passear com ele.

Tive que me desdobrar pra convencê-la que ele não poderia viver no estacionamento, pois não era permitido também. E que além de tudo, e ele passaria frio na época de chuvas e poderia até morrer.

Ela então me disse:

- Então me dá pelo mesmo um gato morto!

Me assustei logo de cara, e expliquei que era mais impossivel ainda, que ela estava era doida.

E ela me falou então:
- Que era daqueles gatinhos mortos que a gente compra na loja e que tem de várias cores!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PARA QUE POSSAMOS TER O AMOR DE ALGUÉM, PRECISAMOS ANTES NOS AMAR

É fato que todos os homens querem amar e ser amados. Nem todos, no entanto, conseguem encontrar a pessoa certa e estabelecer relações duradouras. Com isso, naturalmente, se sentem mal e sua autoestima despensa. Pessoas com esse tipo de dificuldade devem antes conhecer-se e cuidar de si. Quem está bem consigo mesmo pode ter maior possibilidade de encontrar um amor.

Para muitas pessoas é difícil encontrar a alma gêmea. E quando conseguem tem dificuldade para estabelecer vinculo afetivo duradouro. Não é só uma questão de escolha, é uma dificuldade dela com ela mesma. A falta de satisfação pessoal e a ausência de autoestima fazem co que homens e mulheres “boicotem” as próprias escolhas, sem entender como alguém pode amá-los ou amá-las se eles ou elas “se sentem uma porcaria”.
            Para que possamos ter o amor de alguém precisamos primeiro nos amar, entendendo as nossas virtudes e compreendendo nossos defeitos. Uma pessoa não pode buscar na outra a alegria que ela própria não tem. O amor não pode ser construído para cobrir “buracos internos”, pois quando o outro começa a não corresponder a cobrança é inevitável. Quando se convive com alguém, um acredita que conhece muito bem o outro e enxerga só a imagem que já é conhecida. Mas, quando o amor idealizado sai desse roteiro, vêm a decepção e os primeiros conflitos. O principal erro da escolha amorosa é inventar a pessoa amada e construir a relação em cima dessa fantasia, creditando-lhe qualidades que, no fundo, gostaria que tivesse. Não seria melhor se empenhar para conhecer a pessoa como ela é? O que fazer para não cair nessas armadilhas psicológicas?
            Segundo o educador americano Leo Buscaglia, para amar “precisamos ter a sutileza de um sábio, a flexibilidade de uma criança, a sensibilidade de um artista, a compreensão de um filosofo, a aceitação de um santo, a tolerância de um consagrado, os conhecimentos de um erudito e a fortaleza da certeza”. Talvez no inicio possa parecer difícil, no entanto o próprio amor será a mola mestra para impulsionar a relação com todos esses ingredientes que surgem naturalmente na convivência diária. É importante ter claro que não há regras, porque se ama de varias formas e jeitos: uns transbordam de amor, outros amam com gestos contidos. Para entender o mistério que faz alguém se apaixonar por uma pessoa e não por outra é preciso “entrar” na mente humana e conhecer as inúmeras variáveis que interferem na escolha amorosa. Por exemplo: as pessoas usam como referencia para a escolha do seu amor uma imagem que foi construída ainda criança. Pode ser de pai, mãe, avô, irmão ou outra pessoa. Muitas vezes fica no plano inconsciente, mas o cérebro deixa tudo registrado e volta à cena no exato momento que precisa dele.
            É mais ou menos assim: quando alguém se interessa por outra pessoa, vem logo a imagem construída e, com isso, vê se encaixa ou não nessa imagem o modelo de homem e mulher construídos. Se não ocorrer atração, será mais um encontro entre tantos outros que passou pela vida dessa pessoa. Mas, se houver um alto grau de correlação, é provável que uma nova história a dois vá começar a ser contada.
            Como saber que chegou a hora? Não há receitas, mas uma coisa é certa: se ao acordar ou ao ir dormir o seu pensamento for sempre na mesma pessoa, fique atento. Se no momento do encontro seu coração parecer uma bateria de escola de samba em plena avenida, essa pode ser a pessoa que você está esperando: o amor de sua vida.

Marcos Ribeiro, sexólogo

domingo, 6 de fevereiro de 2011

TÉDIO

                Nada como o ócio para se entender o que é TÉDIO.
                Diferentemente de se estar sem fazer nada por vontade própria, é estar por não ter o que fazer. Sempre tentei imaginar como seria ficar assim, de pernas para o ar, mas nem em meus piores pesadelos pensei que seria assim!
                É muito estranho para uma pessoa dinâmica como eu, que não gosta de ficar parada, mesmo fazendo o que gosto de fazer como, assistir filmes e séries, navegar na internet, preparar uma comida bem legal, torna-se enfadonho, chato e cansativo.
                Fico imaginando então, como vivem as pessoas que não tem uma ocupação, uma atividade que ocupe seu tempo, e que as torne produtiva, devem ser cheias de tédio como tenho me sentido nos últimos dias. Tem um ditado popular que se encaixa bem no que se passa no momento, mente vazia é oficina do diabo.
                Ainda bem que não sou do tipo de pessoa que fica parada, esperando que as coisas aconteçam, vou à luta!
                      Então TÉDIO, saiba que está com suas horas contadas, pois já comecei a espantar o ócio de minha vida.

Kátia Maria de Carvalho e Martins
06/02/2011